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Entenda o seguro

Como acionar o seguro: o passo a passo do sinistro e o que fazer se negarem

Aviso, regulação, laudo e pagamento. Entenda cada etapa do sinistro, os prazos que a seguradora precisa cumprir e o caminho quando a cobertura é negada.

Equipe AIR Seguros25 de agosto de 20264 min de leitura

Quem nunca acionou um seguro imagina um processo obscuro. Ele não é: tem etapas definidas, documentação previsível e prazo regulado. O que costuma dar errado é o segurado não saber o que fazer em cada fase, e perder tempo justamente quando está sem carro, sem casa ou sem faturamento.

Este texto descreve o caminho completo, do aviso ao pagamento, e o que fazer se a cobertura for negada.

Etapa 1: o aviso de sinistro

Tudo começa com a comunicação à seguradora, chamada de aviso de sinistro. Ele pode ser feito pela central, pelo aplicativo ou pela corretora.

Avise o quanto antes. A apólice pede comunicação imediata, e demora sem justificativa é argumento que a seguradora usa quando o atraso prejudica a apuração das causas.

No aviso você informa o que aconteceu, quando, onde e a extensão aparente do dano. Receba e guarde o número do protocolo: ele é a sua referência em toda conversa seguinte.

Etapa 2: a documentação

Cada ramo pede documentos próprios, mas o núcleo se repete: documento de identidade do segurado, apólice, comprovante do bem e o relato do ocorrido.

Em automóvel entram CNH do condutor no momento do acidente, documento do veículo e, quando houver terceiros ou vítimas, o boletim de ocorrência. Em residencial e empresarial, entram fotos, notas fiscais ou comprovação dos bens danificados e, em roubo, o registro policial. Em vida e doenças graves, entram os documentos médicos e o laudo do diagnóstico.

O erro mais comum é enviar documentação incompleta em partes. Cada envio parcial reinicia a análise na prática, porque o processo só anda quando o conjunto está completo.

Etapa 3: a regulação

Regulação é a fase em que a seguradora apura o que houve, confirma se o evento tem cobertura e mede o prejuízo. Nela pode entrar um regulador para vistoriar o bem, um perito ou uma oficina credenciada para orçar o reparo.

Colabore com a vistoria e não repare nada antes dela, salvo o necessário para evitar agravamento do dano. Consertar por conta própria antes da vistoria remove a prova do sinistro e é motivo frequente de recusa.

Guarde os bens danificados até a liberação. Em dano elétrico, por exemplo, o aparelho queimado precisa estar disponível para análise.

Etapa 4: o prazo e o pagamento

A regulamentação de seguros no Brasil estabelece o prazo de trinta dias para a seguradora se manifestar, contados da entrega da documentação completa.

Esse prazo pode ser suspenso uma vez, se a seguradora pedir documento ou informação complementar de forma justificada. A partir da entrega do que foi pedido, a contagem recomeça.

Por isso a data de entrega de cada documento importa, e vale registrar tudo por escrito, com protocolo. Quando o prazo se aproxima sem manifestação, é a corretora que cobra formalmente.

Se a cobertura for negada

Negativa não é palavra final, e existe um caminho.

Peça a negativa por escrito, com a fundamentação e a cláusula específica da apólice que a sustenta. Seguradora é obrigada a justificar, e a fundamentação é o que permite avaliar se a recusa procede.

Com o documento em mãos, confira se o fato realmente se enquadra na exclusão citada, e se a cláusula constava das condições gerais que você recebeu na contratação. Havendo divergência, os caminhos são a reclamação formal na ouvidoria da seguradora, o registro na plataforma do órgão regulador e, em último caso, a via judicial.

Boa parte das negativas indevidas se resolve na ouvidoria, com o argumento certo e a documentação organizada. Esse é exatamente o trabalho em que ter corretor muda o resultado, ponto que tratamos em corretor de seguros ou site de cotação.

O que evita problema antes de acontecer

Três hábitos simples resolvem a maior parte dos atritos:

  • Leia as exclusões da apólice na contratação, não no sinistro.
  • Mantenha as informações atualizadas: endereço de pernoite, condutor, valor do conteúdo, reforma no imóvel.
  • Guarde nota fiscal dos bens de maior valor, de preferência em arquivo digital.

Para acidentes de trânsito, o roteiro dos primeiros minutos está em o que fazer depois de um acidente, e vale conferir antes se compensa acionar, conta explicada em como funciona a franquia.

Se você tem um sinistro em andamento e sente que ele parou, ou recebeu uma negativa que não entendeu, fale com a gente. A leitura do caso é sem custo, mesmo que a apólice não tenha sido emitida aqui.

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Texto explica a regra geral. A sua apólice tem detalhe próprio. Mande a sua dúvida que a gente responde sem compromisso.