Seguro auto
O que fazer depois de um acidente de trânsito: o passo a passo que protege o seu seguro
As primeiras duas horas decidem se o sinistro será pago sem discussão. Veja a ordem correta das providências, o que registrar e os erros que complicam tudo.
Ninguém pensa com clareza nos minutos seguintes a uma batida. O coração acelera, aparece gente falando ao mesmo tempo, e é justamente aí que se tomam as decisões que determinam se o sinistro vai ser pago rápido ou virar uma discussão de semanas.
Este é o roteiro que passamos aos nossos clientes. Vale ler antes de precisar e, se possível, salvar no celular.
Primeiro: pessoas, depois veículos
A ordem não se inverte. Verifique se alguém se machucou, no seu carro e no outro. Havendo qualquer ferido, chame o socorro imediatamente pelo 192 e a polícia pelo 190.
Sinalize a via com o triângulo e o pisca alerta antes de qualquer outra coisa, principalmente em rodovia. Acidente secundário sobre um acidente já ocorrido é frequente e costuma ser mais grave que o primeiro.
Se há vítima, não remova os veículos até a chegada da autoridade, salvo risco iminente. A posição em que pararam é elemento da perícia.
Sem feridos, tire os carros da pista
Não havendo vítima, o Código de Trânsito determina remover os veículos para o acostamento ou local seguro, para liberar a via. Fotografe antes de mover, e essa é a única razão para hesitar um instante.
Deixar os carros parados na pista discutindo culpa é infração e cria risco real para todo mundo.
O que registrar, com o celular na mão
Este é o material que sustenta o seu sinistro. Registre com calma:
- A posição dos veículos antes de mover, em fotos amplas que mostrem a via.
- Os danos nos dois carros, de perto e de longe.
- As placas dos veículos envolvidos.
- Sinalização, semáforo, faixa, buraco ou o que for relevante para explicar o que houve.
- Documento e CNH do outro condutor, e o telefone dele.
- Nome e contato de testemunhas, que é o item mais esquecido e o mais valioso quando há divergência.
Fotografe também o hodômetro e o painel. Em discussões sobre estado do veículo, esse detalhe já resolveu casos.
Boletim de ocorrência: quando é indispensável
O boletim é obrigatório se houve vítima, e altamente recomendável em qualquer acidente com terceiros, mesmo sem ferido.
Ele é indispensável quando há suspeita de embriaguez, quando o outro condutor foge do local, quando não há acordo sobre a dinâmica do acidente ou quando o veículo é de empresa. No Rio de Janeiro é possível registrar pela delegacia eletrônica em muitas situações sem vítima, o que economiza tempo.
Boletim registrado é o que impede a versão do outro condutor de virar a única versão do caso.
Nunca assuma culpa no local
Este é o erro mais caro do roteiro, e é cometido por gente educada tentando ser gentil.
Não assine declaração de culpa, não combine pagamento por fora e não diga que a responsabilidade foi sua, ainda que pareça óbvia. Quem apura culpa é a autoridade e, para efeito de indenização, a seguradora com base na perícia e nos documentos.
Assumir culpa informalmente pode ser interpretado como reconhecimento de responsabilidade e prejudicar a sua posição, inclusive quando a apuração técnica mostraria concorrência de causas.
Acione a corretora, não só a seguradora
Ligue para a assistência 24 horas para o guincho, se necessário, e avise a corretora na sequência.
A diferença é prática: a central da seguradora abre o protocolo, a corretora acompanha o processo, cobra prazo, questiona negativa e traduz o que a apólice diz. É esse acompanhamento que faz um sinistro andar, e é a razão pela qual manter um corretor vale mais do que a economia de contratar direto, assunto do texto sobre o que muda o preço da apólice.
Tenha em mãos o número da apólice, a descrição do que houve, as fotos e o boletim, se houver.
Depois: franquia, bônus e a decisão de acionar
Com o orçamento do reparo na mão, avalie se compensa acionar. Para dano pequeno, o valor da franquia e a perda de classe de bônus podem tornar melhor pagar por fora, conta que explicamos em como funciona a franquia.
Se o dano foi causado a terceiro, aí acione sem hesitar: é exatamente para isso que existe a responsabilidade civil da sua apólice de seguro auto. Para veículo de empresa, o procedimento tem exigências próprias e o registro formal é ainda mais importante, como tratamos no auto empresarial.
Ficou com dúvida sobre o seu caso? Fale com a gente que a gente acompanha o sinistro do começo ao fim.
Ficou com dúvida sobre o seu caso?
Texto explica a regra geral. A sua apólice tem detalhe próprio. Mande a sua dúvida que a gente responde sem compromisso.
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